segunda-feira, 23 de julho de 2012

Prelúdio

Sinto um afundar em meu estômago como se tivesse levado um soco e meu coração se aperta mais uma vez.
É como se todo sofrimento que passei enquanto estávamos juntos não tivesse sido o suficiente, e assim você segue me nocauteando, mesmo à distância. Não era amor verdadeiro? Então toma!
Me sinto culpada por que é como se eu tivesse falhado com você, (na minha cabeça) de novo. Mais uma vez não consegui evitar que algo ruim te acontecesse, mais uma vez você precisa de ajuda, só que dessa vez eu não estou ao seu lado..
Lágrimas me brotam aos olhos e eu continuo obrigando todo e cada pedaço de mim a pensar numa maneira de evitar que coisas más aconteçam àqueles que eu amo. Não consigo pensar em nada e me desespero, mesmo sabendo que temos karmas a serem cumpridos.
Meu amor é verdadeiro, e não vem de hoje. Lembro ainda daquele reencontro na estação de metrô; você atrasado alguns minutos e eu morrendo de vergonha, pensando que você não iria aparecer e achando que todas aquelas pessoas indo e vindo iam rir de mim, uma menina esperando alguém que nunca iria chegar. Você chegou batendo com o skate no meu pé e eu tomei um puta susto, senti uma sensação que na hora pensei ser alívio, mas me conhecendo como conheço penso que foi um prelúdio ao furacão de sentimentos que iria acabar por me engolir no final. Naquele mesmo dia, eu tão controladora e tão dona de mim mesma já sabia que havia algo de errado quando você sorriu, e ao reconhecer em você a criança pela qual me apaixonei aos 10 anos, meu coração, sem aviso nenhum, perdeu o compasso por meio segundo.
Depois disso meu coração continuou errando o ritmo e parando de bater em certos momentos, as vezes por mais de meio segundo. A primeira vez que nos beijamos depois de 7 anos, em que você teve que me beijar porque se não eu ia continuar falando e falando, o jeito como você ficou assustado quando me viu surtada pela primeira vez, a primeira vez em que você disse "eu te amo", o dia em que você me apresentou ao seus pais e sua mãe me achou linda...foram muitas as vezes em que tive a sensação de estar no lugar certo com a pessoa certa, por isso gosto de me torturar pensando no que eu poderia de ter feito para que tudo fosse diferente hoje, ainda que eu saiba que isso não me leva a nada.
Não sei porque escrevo tudo isso. Talvez porque eu tenha saudade, talvez porque eu ainda te ame, mas com uma certeza: quero que você volte logo.

sábado, 7 de abril de 2012

Fecho e reabro o blog sem ter a mínima certeza do que quero. Você veio, outros vieram e foram embora , mas não posso dizer que você foi também. Fico me lembrando de todos os textos que escrevi pensando em você e me acho burra, por num acesso de raiva ter deletado o blog antigo todinho.
Você doeu mais que todos mas foi o que mais me fez feliz também. Com migalhas, é verdade...mas eu fico pensando que talvez tenham ido embora com você todos os meus bons textos. Será?
Meus pensamentos vão mais além e penso no mocinho completamente inusitado (e casado) que me fez feliz horrores (também com migalhas) mas depois de um tempo percebi que eu merecia mais. Penso no bom moço da empresa que me trata maravilhosamente bem mas que resolve, de alguma forma, dizer despreocupadamente que é comprometido e que tem um filho pequeno no meio da conversa. Penso no outro de olhos azuis que promete me fazer feliz se eu der uma chance. Penso na criança de 17 anos que me adora e diz que me quer. Ah se ele tivesse idéia... Penso no menino que mora há muitos e muitos quilômetros de distância mas que me prometeu filhos queimados de sol e uma casa na praia, cadê?
Penso no colega bonitinho de sala que tem dentes perfeitos e me chama de 'Lê', penso no bom moço de família que tem absolutamente tudo pra me fazer ficar doida, mas ainda sim me sinto sozinha. Sozinha, sem vontades de fazer dar certo, sem disposição pra me atirar sem medo e depois ter que juntar todos os caquinhos. cacete de herança maldita!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Seus olhos pintados com delineador me encaravam quase que arregalados e transparecendo toda doçura que ja lhe é peculiar.Absorvia minhas palavras etílicas concordando com o discurso e esperava sua vez de falar também. Ah, como ficamos convictos de nossas ideologias depois de algumas cervejas...
Vezenquando seu rosto se demorava 1 ou 2 segundos numa expressão de dúvida diante de algum dizer meu tentando adivinhar se eu estava realmente falando sério; para instantes depois, reconhecendo uma piada ou gracinha qualquer, abrir o sorriso mais lindo do mundo.
Mais tarde, voltando pra casa no metrô, tu deitas a cabeça em meu ombro. Meu coração se agita e eu tenho a certeza de que a felicidade só pode ser isso.E sinto também uma urgência enorme de dizer, embora minha boca pareça estar travada, que sim, te amo por completo depois de todos esses anos, que tenho um orgulho enorme da mulher que te tornastes e que quando sinto seu cheiro uma sensação de conforto me invade. E eu tenho a certeza que jamais estarei sozinha